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O ex-deputado Roberto Jefferson, delator do Mensalão, afirmou na primeira entrevista concedida desde que foi preso que o escândalo da Petrobras é o "epílogo do Mensalão". Ele, que hoje é aliado do candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, acusou a presidente Dilma Rousseff de encobrir corruptos para preservar o PT. "Se você reparar a data, isso vem lá do Mensalão. É o financiamento de base, da estrutura da base do governo, para o PT se perpetuar no poder. O Mensalão foi o começo da destruição do mito do PT. Esse caso da Petrobras consolida o que já vem de 2005. É o epílogo daquela história. O Mensalão foi o prefácio, agora o Brasil está lendo o epílogo. O PT prostituiu a classe política", afirmou ele à Folha de S.Paulo, no escritório de advocacia em que trabalha. Jefferson disse ainda que a presidente não pode expor a "herança de corrupção" do PT como forma de resguardar possível dano à Lula e que, por isso, tem "compromisso de silêncio". 

Sobre o apoio do PTB à candidatura de Aécio Neves, a quem se referiu como Aécio Balboa ("apanhou nove assaltos e virou no décimo"), negou ter liderado o processo, mas acredita que "muitos tomaram a decisão em solidariedade a mim. Eles não podiam apoiar o meu algoz, que era o PT". 

Questionado sobre o destino dos R$ 4 milhões que declarou ter recebido do PT, o ex-deputado, que pretende voltar ao Congresso em 2022, respondeu que nunca perdeu a influência no PTB porque "os candidatos a prefeito receberam aquele recurso que o PT transferiu ao PTB na eleição de 2004". E que "podem ficar em paz, porque eu não vou revelar (quem recebeu)".

Condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no Mensalão, o ex-deputado conta que quer mudar para o regime aberto daqui a seis meses e já sonha em retornar ao Congresso em 2022, quando recuperar os direitos políticos. "Eu voltarei", promete.

Sobre o escândalo da Petrobras, diz que a estatal "é a maior empresa do Brasil, uma das maiores do mundo". "Isso é o pior assalto que nós já vimos. Pega governadores, senadores, a elite do Congresso. É uma bomba atômica. No ano que vem, vamos ver muitos processos de cassação."

Sobre o governo, diz: "Dilma é uma mulher séria, honrada. Mas tem uma herança de corrupção terrível do partido, que não pode expor porque pode atingir o Lula. Ela está manietada, é uma presidente pela metade. Ela tem um compromisso de silêncio. Não pode expor as vísceras do partido que integra. A Dilma está engordando. É sofrimento, ansiedade. Na política econômica, é um desastre. Ela está desorganizando os fundamentos da economia. Adotou no BNDES uma política russa, de proteger os empresários que são compadres do governo. É como o Putin faz". 

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