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A candidatura do filho do presidente do Senado, Renan Calheiros, recebeu doações milionárias de duas das construtoras investigadas pela Polícia Federal por corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a Petrobras. Segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a candidatura de Renan Calheiros Filho (PMDB-AL) ao governo de Alagoas recebeu da construtora OAS R$ 1,572 milhão e R$ 500 mil da UTC Engenharia. Os valores foram doados em cheque, via diretório estadual do PMDB em Alagoas e aparecem na prestação de contas de Renan Filho ao TSE conforme o DC apurou. As duas empresas são suspeitas de abastecer um esquema de desvio de dinheiro da Petrobras liderado pelo ex-diretor da estatal, Paulo Roberto Costa e pelo doleiro Alberto Youssef. Segundo a PF, Youssef usava a OAS Construtora para lavar dinheiro, fazendo pagamentos a uma das empresas de fachada do doleiro, a MO Consultoria.

Procurada pela reportagem, a assessoria do candidato Renan Filho (PMDB) afirmou que as doações "estão fora do processo de investigação" da PF. "As doações são legais, estão fora desse processo de investigação", afirmou seu assessor, Ênio Lins. "Nós não temos nada a comentar, a não ser ressaltar a legalidade dessas doações", acrescentou.


RENAN-PAI

O presidente do Senado e pai do candidato foi acusado, semana passada, pelo Ministério Público Federal (MPF), de receber propina do setor. Segundo denúncia do órgão, Renan-pai era bancado pela empreiteira Mendes Júnior em troca de favores.

HENRIQUE ALVES

A OAS também doou para a campanha do candidato ao governo do Rio Grande do Norte (RN), Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Ele é presidente da Câmara dos Deputados e foi citado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa em sua delação premiada. O valor doado pela OAS é R$ 150 mil. Alves também recebeu R$ 1 milhão da Queiroz Galvão S/A.

A construtora foi apontada pela PF como suspeita de ter contratato empresas de fachada de Youssef para fiscalizações e medições para a obra da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. O Consórcio Ipojuca, formado por Queiroz Galvão e Iesa Oléo e Gás, tem um contrato de R$ 2,7 bilhões para obras da Abreu e Lima. O consórcio é um dos "clientes" da Rigidez. Notas fiscais apreendidas pela PF mostram que o grupo repassou ao menos R$ 1,3 milhão para a Rigidez entre os dezembro de 2010 e novembro de 2011 a título de "prestação de serviços de consultoria".

 

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