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O coronel Alexandre Fontenelle Ribeiro de Oliveira e o major Carlos Alexandre de Jesus Lucas, integrantes da cúpula da Polícia Militar do Rio, foram detidos ontem de manhã em uma operação contra uma quadrilha de policiais acusados de corrupção. Eles eram, respectivamente, comandante e subcomandante do Comando de Operações Especiais (COE), ao qual estão subordinados o Batalhão de Operações Especiais (Bope), Grupamento Aeromarítimo (GAM), e o Batalhão de Choque (BPChoq). Três pessoas estão foragidas e 22 foram presas, denunciadas pela promotoria por formação de quadrilha armada. O coronel Fontenelle era o terceiro na hierarquia da Polícia Militar e foi preso em casa, no Leme, zona sul do Rio. A quadrilha atuava principalmente no bairro de Bangu, na zona oeste do Rio.Também foram presos os majores Nilton João dos Prazeres Neto (chefe da 3ª Seção) e Edson Alexandre Pinto de Góes (coordenador de Operações), além dos capitães Rodrigo Leitão da Silva (chefe da 1ª Seção) e Walter Colchone Netto (chefe do Serviço Reservado) – todos lotados no 14º Batalhão (Bangu). De acordo com as investigações da Secretaria de Segurança, os policiais cobravam propina de comerciantes, empresários, ambulantes, mototaxistas e motoristas de cooperativas de vans e de empresas transportadoras de carga na área do 14º BPM. Eles são acusados de "prejudicar o policiamento ostensivo em Bangu, deixando de servir à população, ignorando o combate a transporte irregular de pessoas por lotações em situação irregular, mototaxistas, inclusive com motocicletas em situação irregular, sejam elas roubadas, furtadas ou com chassi adulterado", diz a nota enviada pela Secretaria. Os acusados também agiam em empresas irregulares de transporte de mercadorias e na venda varejista de produtos piratas. O pagamento era dividido entre os integrantes da quadrilha. Depois de pagar pelo serviço, a pessoa lesada recebia uma espécie de autorização oficiosa para continuar com suas atividades, sejam elas quais fossem. A propinas cobradas pela quadrilha variavam de R$ 30 a R$ 2.600 e eram cobradas diária, semanal ou mensalmente, "como garantia de não reprimir qualquer ação criminosa, seja a atuação de mototaxistas, motoristas de lotações não autorizados, o transporte de cargas em situação irregular ou a venda de produtos piratas no comércio popular de Bangu", afirma o Ministério Público do Rio (MPRJ). Segundo o MP, entre 2012 e o segundo semestre de 2013, os seis acusados e outras 80 pessoas, entre os quais policiais, praticavam diversos crimes de concussão (extorsão cometida por servidor público) na área de atuação do 14º BPM. A denúncia, baseada em depoimentos de testemunhas, documentos e diálogos telefônicos interceptados com autorização judicial que compõem mais de 20 volumes de inquérito, aponta que "o 14º BPM foi transformado em um verdadeiro 'balcão de negócios'". Beltrame – O secretário estadual de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, afirmou que lamentou o envolvimento de policiais com corrupção e afirmou que essas operações vão continuar. "Embora seja notícia triste para todos nós, é ação que tem de ser feita. Não há vacina contra a corrupção", afirmou o secretário, sobre a operação.

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