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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras aprovou na tarde desta quarta-feira, 16, uma bateria de requerimentos que inclui a quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa (foto). A aprovação foi conseguida por um acordo entre líderes do governo e da oposição que participam da CPI. O entendimento, no entanto, não incluiu o requerimento de quebra de sigilo de grandes empreiteiras relacionadas aos escândalos da Petrobras e potenciais financiadores de campanha, como a Queiroz Galvão, Odebrecht, OAS, Mendes Júnior e Galvão Engenharia. O doleiro e o ex-diretor da estatal estão presos por envolvimento nas investigações da Operação Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal. A sessão de hoje da CPI mista foi a última antes do início do recesso branco, que deve abranger as duas próximas semanas. Conforme publicado hoje pelo Estado, alguns congressistas da base aliada e da oposição avaliam que, no segundo semestre, não será possível aprovar mais nenhum requerimento da CPI porque os políticos estarão envolvidos em suas campanhas e a comissão dificilmente terá quórum para votação.

Segundo o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), a investigação sobre a Petrobras na CPI deve morrer nesta sexta-feira. Antes do início da sessão desta quarta-feira, o presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), convocou os líderes partidários para uma reunião a fim de votar em bloco dezenas de requerimentos apresentados. Em votação simbólica, foram aprovados 55 requerimentos, entre eles a da convocação de duas filhas de Paulo Roberto Costa, Shanni Azevedo Costa e Arianna Azevedo Costa. "Nós demos o primeiro passo", afirmou o líder do Solidariedade da Câmara, Fernando Franceschini (PR), após a sessão da CPI. O líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), disse que espera receber os dados das investigações em até 15 dias e que os técnicos da CPI farão análise das apurações já realizadas. Outro bloco de 28 requerimentos que envolviam quebra de sigilo foi votado nominalmente para evitar, segundo o presidente da CPI, contestações judiciais.
 

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