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O doleiro Alberto Youssef construiu em torno de si uma rede gigantesca de contatos que o coloca em dez processos do Ministério Público Federal (MPF) e sob investigação na Operação Lava-Jato da Polícia Federal, que precisou ser dividida em duas etapas e 42 réus. A operação cumpriu 105 mandados de busca e apreensão, 19 de prisão, 12 de prisão temporária, 27 conduções coercitivas e o confisco de três hotéis, seis residências de alto padrão, 25 veículos com valores estimados em mais de R$ 100 mil e R$ 6 milhões em espécie até o meio de abril deste ano. Youssef é suspeito de ter operado um esquema de lavagem de R$ 10 bilhões. Parte dos processos contra Youssef está na Justiça Federal do Paraná e outra parte no Supremo Tribunal Federal (STF) porque, além de se envolver com máfias europeias e traficantes, o doleiro, segundo investigações da Polícia Federal (PF), se envolveu também com parlamentares. A amizade de Youssef com o deputado André Vargas (sem partido, PR) , por exemplo, foi suficiente para arrancá-lo do PT e derrubá-lo da vice-presidência da Câmara. Ele e o deputado Luiz Argôlo (SDD) devem responder nos próximos dias pelo processo de quebra de decoro que pode culminar com a cassação de seus mandatos. No fim de maio, o ministro do STF Teori Zavascki chegou a determinar a soltura do doleiro, mas recuou após alerta do MPF para o risco dele fugir para o exterior.

Em seguida, o mesmo MPF entrou com um segundo pedido de prisão preventiva por crimes que Youssef cometeu (e confessou) há mais de dez anos, por participação no caso Banestado, no qual foram lavados R$ 30 bilhões. Youssef operou mais de 40 contas em nome de "laranjas" e, com elas, admitiu ter lavado R$ 5 bilhões e desviado cerca de R$ 345 milhões.


Na época, o doleiro só não foi preso porque se beneficiou de um acordo de delação premiada, mas agora ele pode ser preso pelos mesmos crimes que confessou porque voltou a cometê-los. Hoje, Youssef está preso em Curitiba.

Diário do Comércio fez um infográfico com as relações diretas e indiretas de Alberto Youssef apontadas pelo MPF até agora. Ao todo, o doleiro tem 66 ligações suspeitas envolvendo empresas, políticos, empresários, outros doleiros, mafiosos europeus e traficantes latinos. Conforme mostra o DC, com base nos processos apresentados pelos Ministério Público e as investigações da PF, os esquemas suspeitos envolvem lavagem de dinheiro, incluindo a Petrobras e grandes empreiteiras , financiamento ilícito de campanhas políticas e tráfico de drogas.

Youssef, na maioria de suas operações, não se envolve diretamente, ele tem braços fortes atuando em cada área. Para o tráfico de cocaína peruana e boliviana, tinha o também doleiro Carlos Habib Chater. Para lavagem de dinheiro e evasão de divisas, Nelma Mitsue Penasso Kodama e Carlos Alberto da Costa movimentavam uma rede com mais de dez pessoas, segundo a Promotoria. O único momento em que Youssef lida diretamente com seus beneficiados é no caso Petrobras.

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