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Anticor - Anticorrupção na França
Galeria Edemar Cid Ferreira
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Os políticos são capazes de ter sentimentos? E os corruptos? A política deveria ser uma das artes mais nobres, já que sua finalidade é a busca da felicidade dos cidadãos que depositam sua confiança em seus representantes. É assim? Existe nela sentimentos ou só é feita de negociações frias, compromissos, intrigas e corrupções? Temos visto nos meios de comunicação uma verdadeira dança de cifras de milhões de dólares. É uma dança de zeros que se repete a cada vez nas já rotineiras acusações de corrupção política. Uma dança que revela o pouco apreço que existe pelo dinheiro público. E o que sentem os corruptos? Sentirão pelo menos um mínimo de desassossego sabendo que esse dinheiro que os enriquece ilicitamente e que eles esbanjam, às vezes até com descaramento, é subtraído da fadiga dos demais? Conseguirão sentir, como um lamento em suas consciências, que esse dinheiro da corrupção está feito com as lágrimas de tanto trabalho duro de pessoas que têm de fazer fila para tudo, que sofrem a violência institucional cada vez que pedem o que lhes pertence por lei e por justiça? Há quem garanta que esses corruptos não só não abrigam esses sentimentos de vergonha como também até pensam que as pessoas “vivem bastante bem”, já que “nunca tiveram tanto como hoje”. Quando em uma sociedade acabam desaparecendo os sentimentos, sem que a ilegalidade chegue a tirar o sono de ninguém, todo o resto (desde as comissões de investigação do Congresso às possíveis reformas políticas) será inútil e facilmente burlado. A primeira grande reforma deveria começar compelindo certos sentimentos básicos de decência aos que regem o destino da comunidade.

Esse pudor que deveriam ter aqueles que a sociedade elege com seu voto para que cuidem do bem-estar de todos, e não para que se transformem em perigosos ladrões do galinheiro. Quando na política os sentimentos de compaixão se apagam e se ignora a dor do mundo para dar lugar ao cinismo, estamos abrindo perigosamente as portas à barbárie. (Juan Arias - Correspondente no Brasil do El País)

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