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O site da revista Veja divulgou ontem à noite com exclusividade: mensagens interceptadas durante a Operação Lava Jato arrastam para o escândalo do doleiro Alberto Youssef o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, pré-candidato petista ao governo de São Paulo, e o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) – além do já desgastado deputado André Vargas (PT-PR). Os nomes de Padilha e Vaccarezza aparecem em um relatório enviado à Justiça pela PF, detalhando a ligação de Vargas com o doleiro Youssef. Padilha teria indicado Marcus Cezar Ferreira de Moura para a Labogen, uma empresa de fachada controlada por Youssef que conseguiu fechar um contrato de R$ 31 milhões em cinco anos com o Ministério da Saúde. A parceria envolvia também a EMS, empresa farmacêutica que faturou 5,8 bilhões em 2012, e o laboratório da Marinha. Marcus Cezar Ferreira de Moura havia trabalhado com Padilha na coordenação de eventos no Ministério da Saúde.

Já Alberto Youssef é acusado pela Polícia Federal (PF) de comandar um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou R$ 10 bilhões. As mensagens interceptadas pela PF mostram que Youssef participou, junto com Vargas, de uma reunião no apartamento de Vaccarezza, em Brasília, para tratar de interesses do doleiro. Também esteve no encontro o empresário Pedro Paulo Leoni Ramos, ex-ministro do governo Collor que já havia aparecido na investigação como sócio oculto de Youssef no laboratório Labogen.

Graças à ajuda dos políticos amigos do doleiro, a Labogen conseguiu fechar o contrato milionário para fornecer remédios ao Ministério da Saúde. No mesmo dia do encontro no apartamento de Vaccarezza, Youssef volta a falar com Vargas. E diz que o deputado deve "cobrar e ficar em cima". "Senão não sai", diz ele. Cinco minutos depois, Vargas responde a mensagem e escreve: "(Em) 30 dias estará resolvido".

Para a PF, eles estavam articulando o contrato da Labogen com o Ministério da Saúde, assinado três meses depois. É em torno dos negócios que o grupo buscava para ganhar dinheiro com o Labogen que aparecem as referências diretas ao então ministro da Saúde Alexandre Padilha, agora pré-candidato ao governo paulista.


PADILHA

Em 26 de novembro de 2013, Vargas diz que falou com "Pad", que a PF relaciona a Padilha. "Falei com Pad agora e ele vai marcar uma agenda comigo", escreveu o deputado ao doleiro.

As referências a Padilha aparecem novamente em mensagens dois dias depois. André Vargas conversava com o doleiro sobre a contratação de um executivo para a Labogen. O deputado avisa que o executivo escolhido encontraria Youssef dias depois. E avisa que quem indicou o executivo para a Labogen foi Padilha.

Ele passa o número do tal executivo, um celular registrado em Brasília, e na sequência arremata: "Foi Padilha que indicou". Pelo número de telefone, os investigadores identificaram o "indicado" como Marcus Cezar Ferreira da Silva. "O executivo indicado por Alexandre Padilha", como os investigadores se referem a Marcus no relatório, também trabalhou como assessor parlamentar de um fundo de pensão controlado pelo PT.

MAIS UMA AÇÃO

Ontem a Justiça Federal abriu mais uma ação criminal contra Alberto Youssef decorrente das apurações da Operação Lava Jato. A decisão judicial tornou réus Youssef e outros cinco acusados. Agora o doleiro é denunciado sob a acusação de ter praticado os crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Outro réu, Rene Luiz Pereira, foi acusado de tráfico de drogas.

A denúncia do Ministério Público Federal apontou que na operação da PF ocorreu a apreensão no Brasil de 698 kg de cocaína provenientes da Bolívia e foi descoberta uma transação financeira ocorrida em 2013 no valor de US$ 124 mil que configurou evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Agora os réus serão citados para apresentação de suas defesas.

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