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Cristóbal López, empresário com fortes vínculos com o governo da presidente Cristina Kirchner, teria financiado a compra de ativos da Petrobrás Argentina em 2011 por intermédio do pagamento atrasado de impostos. A denúncia foi feita pelo jornal portenho La Nación, indicando que López teria feito a compra de outras empresas pelo mesmo mecanismo de atrasos tributários à Administração Federal de Ingressos Públicos (Afip), a receita federal argentina.


Naquele ano, além dos ativos, a Petrobrás vendeu à Oil Combustibles - a empresa de López - o petróleo existente na refinaria e seus diversos produtos. No total, a operação envolveu US$ 110 milhões, dos quais US$ 66 milhões teriam sido financiados com o atraso de impostos. Na ocasião, a Petrobrás entregou os postos e a refinaria com as contas fiscais em ordem. No entanto, a dívida tributária começou a subir após a compra.Em 2011, López adquiriu 345 postos de gasolina da Petrobrás na Argentina, além de uma refinaria, a San Lorenzo, especializada na produção de asfalto. Na época, o colunista político Carlos Pagni ressaltou que, coincidentemente, o asfalto é elemento importante nas obras públicas das quais López participa. Segundo a oposição, o empresário é favorecido pelo governo Kirchner nas licitações.

Originário da Província de Chubut, vizinha de Santa Cruz - terra natal do ex-presidente Néstor Kirchner, López é chamado de "o tzar do jogo", por seus amplos investimentos em cassinos. Nos últimos anos, o empresário também investiu intensamente na mídia, comprando canais de TV e rádio. Várias dessas compras teriam sido feitas com o atraso no pagamento de impostos, em um volume que teria atingido a faixa de US$ 300 milhões em 2012.

O empresário também possui imobiliárias e uma fábrica de óleo de oliva, coleta de lixo, entre outros investimentos.

Suspeito de favoritismo por parte de Néstor e Cristina Kirchner, ao longo da última década, o governo concedeu a López metade das áreas petrolíferas que passaram por licitações na Província de Santa Cruz.

No primeiro semestre deste ano, López tentou comprar o resto dos ativos da Petrobrás na Argentina por US$ 1 bilhão. No entanto, a operação fracassou, já que a Petrobrás no Brasil anunciou que não iria se desfazer do resto de seus ativos na Argentina.

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