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Anticor - Anticorrupção na França
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Viúva do ex-deputado federal José Janene (PP-PR) – um dos pivôs do escândalo do Mensalão no Congresso – Fernanda Janene pode ser peça-chave na Comissão Parlamentar de Inquérito que investigará denúncia contra a Petrobras envolvendo o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal. A viúva estaria reivindicando dinheiro em conta milionária do falecido marido no exterior, da qual o doleiro teria se apossado. É o que afirma o jornalista Claudio Humberto em sua coluna. Youssef é padrinho de um filho de Janene – de quem carregava um cheque na carteira quando foi preso pela PF, em 2001. Janene teria feito a ponte entre o doleiro e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto, envolvido na compra da refinaria da Pasadena, EUA. José Janene mantinha forte ligação com o vice-presidente da Câmara, André Vargas (PT-PR), sócio de Youssef, que está preso neste momento. Mesmo acusado, foi absolvido da cassação pelo plenário da Câmara. Foi denunciado por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção. Assim que as denúncias vieram à tona, ele pediu aposentadoria por invalidez, alegando ter problemas cardíacos. E morreu em setembro de 2010, aos 55 anos, no Instituto do Coração (Incor), em São Paulo.

LIGAÇÕES

Depois da denúncia, Janene desistiu de lançar a candidatura de sua segunda mulher, Fernanda Janene como deputada federal. Seus cabos eleitorais foram orientados a trabalharem para o candidato federal do PT, André Vargas e para Gleisi Hoffman a senadora pelo PT. Em 2010, Janene se apresentou como tesoureiro nacional do PP. Foi eleito. Quando a PF prendeu o ex-diretor de abastecimento da Petrobras, mês passado, Paulo Roberto da Costa (em decorrência da operação Lava Jato, para desbaratar uma quadrilha de doleiros especializada em lavagem de dinheiro), o doleiro apanhado com a boca na botija era Youssef. A PF chegou a Paulo da Costa porque descobriu que ele ganhara um Land Roover de Youssef, mas a prisão só foi determinada porque Costa estava queimando documentos oficiais.

Este seria mais um entre tantos casos de corrupção, se não fosse por esse detalhe: Youssef começou sua carreira criminosa abençoado pelo então deputado José Janene. Segundo coluna política de José Pedriali (http://blogs.odiario.com/josepedriali/2014/03/20/janene-morreu-mas-seu-espectro-continua-ativo/) a PF suspeita que Youssef esteja envolvido numa grande maracutaia com o Ministério da Saúde, sob a gestão de Alexandre Padilha, que resultou na contratação milionária de uma empresa minúscula para fabricar medicamentos que não estava apta a fabricar – e teve de terceirizar para uma gigante do setor. "A PF atribui a Youssef a propriedade da corretora Bônus-Banval, usada para desvio e lavagem de dinheiro do Mensalão. Por ela passou todo ou a maior parte do dinheiro destinado ao PP, do qual Janene era dirigente", escreve Pedriali. Youssef e Janene se uniram em outra empreitada: Janene quem indicou Costa para o cargo de diretor da Petrobras e Youssef o presenteou com o Land Rover. Fica a pergunta: o que teria feito o trio Janene-Youssef-Costa para que o último queimasse documentos oficiais?

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