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A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal em Goiás e com apoio do Escritório de Inteligência da Receita Federal, deflagrou na manhã de 29/2/2012, a Operação Monte Carlo. O objetivo da ação foi desarticular a organização que explorava máquinas de caça-níqueis e jogos de azar no Estado de Goiás. O nome da operação faz menção a um dos 11 bairros do Principado de Mônaco, onde são encontrados diversos cassinos. A operação consistiu no cumprimento de 82 mandados judiciais, sendo 37 mandados de busca e apreensão, além de 35 mandados de prisão e 10 ordens de condução coercitiva nos cinco estados. Inúmeros servidores públicos estão envolvidos no esquema criminoso.


Foram presas, em 29/2, 31 pessoas, sendo 3 prisões em flagrantes e 28 prisões em decorrência de mandados expedidos pela justiça.

Os policiais apreenderam 200 máquinas caça-níquel e R$ 180 mil em uma residência. A Polícia Federal também apreendeu uma frota de 22 veículos, além de armas e jóias com a quadrilha que foi presa no dia 29 de fevereiro. Quatro estados e o Distrito Federal foram envolvidos na operação.

Do total de 31 pessoas presas, 19 foram detidas no Distrito Federal (3 delas em flagrante), nove em Goiás, uma no Rio de Janeiro, uma no Espírito Santo e outra em Tocantins.


Origem

A investigação, iniciada há quinze meses, verificou uma forma de “franquia” do crime. O chefe da quadrilha concedia a “licença” de exploração dos pontos a donos de galpões clandestinos, localizados nas cidades goianas.

Na divisão de tarefas, cabia a policiais civis e militares o fechamento de locais que não contassem com a autorização do chefe da quadrilha. Entre os servidores públicos envolvidos, constam também 2 policiais federais, 1 policial rodoviário federal e 1 servidor da Justiça Estadual goiana. Todos recebiam propina mensal ou semanal para trabalhar a prol da organização.

Os presos e indiciados responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, evasão de divisas e violação de sigilo profissional, além da contravenção penal de exploração de jogo de azar.


Envolvidos na Operação

Entre os mandados de prisão expedidos e já cumpridos estão: o empresário Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira (na foto, à esq.) - considerado um dos maiores operadores de bingo de Goiás; o do empresário e ex-presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Wladmir Garcez; os de seis delegados da Polícia Civil de Goiás (Aredes Correia Pires - corregedor-geral da Secretaria de Segurança Pública e Justiça -, Juracy José Pereira - delegado regional da PC em Luziânia -, Niteu Chaves Júnior - titular do 2° DP de Luziânia - , Marcelo Mauad - titular do 2° DP de Valparaíso -, José Luis Martins de Araújo - titular do 1° DP de Águas Lindas de Goiás -, e Hylo Marques Pereira - titular da Delegacia de Alexânia); dois delegados da PF lotados em Goiânia (Deuselino Valadares e Fernando Bayron); um capitão; um major; dois sargentos; três tenentes-coronéis (entre eles Sérgio Katayama, comandante do Comando do Policiamento da Capital); 18 soldados da PM goiana e quatro cabos.

Também estão entre os servidores públicos envolvidos no esquema um policial rodoviário e um servidor da Justiça do Estado de Goiás. Eles recebiam propinas mensal e semanalmente para trabalharem para a organização criminosa. (Fonte: Polícia Federal)

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