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Mario Negromonte teria dado aval para documento adulterado, segundo jornal

O ministro das Cidades do Brasil, Mario Negromonte, admitiu que a pasta investigará possíveis fraudes nas obras para a Copa de 2014 na cidade de Cuiabá, mas negou que tenha cometido qualquer tipo de irregularidade, segundo noticiou o portal Terra.

De acordo com denúncia do jornal O Estado de S. Paulo, o ministro deu aval a documento adulterado para recomendar projeto de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e desbancar o projeto original de linha rápida de ônibus (BRT) na capital do Mato Grosso. A mudança aumentou em R$ 700 milhões o valor da obra.

Cuiabá é uma das 12 cidades escolhidas como subsede do Mundial. As obras de infraestrutura nesses locais é responsabilidade do Ministério das Cidades. Em depoimento na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) do Senado, Negromonte explicou que a decisão foi tomada pela equipe técnica, mas que ele não participou pessoalmente.

"Eles são técnicos e têm autonomia para a análise", argumentou Negromonte, um dos dois ministros do governo de Dilma Rousseff que está sob suspeita de fraude. Seis membros de seu gabinete já caíram por denúncias de corrupção.

O outro dirigente que está envolvido em denúncias de irregularidades é o Ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, acusado pela oposição de tráfico de influência por ter prestado assessoria a empresas que ganharam licitações para realizar obras em Belo Horizonte, cidade que governou entre 2002 e 2009.

Durante o comparecimento no Congresso, Negromonte foi apoiado pela base governista, que afirma que não há provas de fraude. "Estamos tranquilos e satisfeitos com a atuação do ministro", disse o senador Benedito de Lira (PP-AL).

Na audiência, a oposição foi representada pelo senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que defendeu a substituição dos técnicos do Ministério das Cidades.